Diante de um cenário mundial onde a economia compartilhada vem ganhando cada vez mais força, a Seguradora cliente iniciou o desenvolvimento de um seguro para automóveis mais adequado a esse novo perfil de consumo.

A seguradora realizou diversas pesquisas, as quais geraram muitos insumos e indicações de perfis de públicos-alvos. No entanto, o desenvolvimento de um produto inovador, cujas características ainda são pouco exploradas no mercado brasileiro, exige uma compreensão mais profunda dos comportamentos e hábitos dessas pessoas.

Assim, o desafio do projeto residia em gerar um diagnóstico de público-alvo e direcionamentos para construção de um mínimo produto viável (ou MVP). Para realizar o diagnóstico de forma ágil, a equipe usou o ciclo de validação Lean com o apoio de algumas ferramentas do Design Thinking e do Marketing Digital. A partir dos contextos apontados pela seguradora, a proposta foi gerar hipóteses e realizar testes rápidos dos conceitos relacionados ao produto.

Algumas das ferramentas utilizadas pelo método são o Lean Canvas, com foco na viabilidade do negócio, e o MVP ou mínimo produto viável, que seria uma versão beta da solução proposta. Para este projeto, a equipe escolheu utilizar alguns elementos do Lean Startup apoiados pelas abordagens e ferramentas do Design Thinking.

O Lean Startup é uma metodologia ágil, desenvolvida por Eric Ries para ajudar empreendedores a viabilizar seus negócios. Este método ágil utiliza de ciclos iterativos curtos de desenvolvimento, orientados por funções do produto, colaboração na tomada de decisão e feedbacks rápidos. A MJV trabalha com elementos do Lean Startup atrelados a abordagens e ferramentas do Design Thinking. Unindo o desenvolvimento com o foco no usuário com a agilidade e diminuição de todo o tipo de desperdício. Esta forma de trabalhar com inovação fornece como vantagens baixo investimento e uma resposta rápida em relação à aceitação do produto ou serviço no mercado pelos usuários.

Após a fase Fly or Die do novo produto, onde ficaram definidas diretrizes sobre público alvo e posicionamento do produto, o próximo passo para o desenvolvimento do mesmo foi uma fase de Prototipagem junto ao público final para validação de uma versão mais tangível do produto.

A partir desse direcionamento inicial, foi possível trabalhar com ciclos de prototipagem em ordem crescente de fidelidade até atingir-se uma versão navegável das principais funcionalidades do produto (uma versão visual e interativa, porém ainda sem desenvolvimento de software).

O ciclo de validação Lean revelou-se a técnica mais apropriada para realizar o projeto por ser uma forma ágil de obter feedbacks para o desenvolvimento do produto. O princípio de testar o conceito de forma contínua e rápida gerou insights valiosos, e permitiu validar as hipóteses provenientes dos achados das pesquisas de maneira flexível, em um curto espaço de tempo.

A divisão entre público-alvo inicial e público-alvo em potencial permite direcionar melhor as estratégias para o desenvolvimento do produto, a fim de gerar resultados mais assertivos antes de lançá-lo no mercado. Além disso, o foco em um público-alvo inicial (early adopters) apresenta vantagens à seguradora, uma vez que é representado pela base de segurados da própria companhia. Na prática, isso representa uma otimização do esforço e dos recursos necessários para a iteração do novo produto de Seguro.